Conhecida também como “condicionada”, “não-sistemática” ou “preventiva por estado”, ela usa uma metodologia diferente para prever falhas.
A manutenção preditiva do Grupo Gerador é voltada para o acompanhamento dos resultados apresentados pelo equipamento, usando o monitoramento do sistema para entender seu funcionamento e assim criar planos de ação para evitar problemas futuros.
Sua finalidade é estabelecer parâmetros de funcionamento para o equipamento, baseando-se nas alterações que os ativos sofrem com o passar do tempo. Para isso, seu embasamento leva em conta sensores, relatórios e até mesmo sinais físicos. É aí que entra a manutenção sensitiva.
Diferente da manutenção preventiva, que é feita de acordo com o tempo ou uso, na manutenção preditiva o equipamento é monitorado constantemente, de forma manual ou automática, e só é realizada alguma interferência caso algum indicador esteja fora do padrão.
Objetivo:
Prever falhas com antecedência e realizar a manutenção antes que ela ocorra, otimizando o uso dos recursos e evitando paradas não planejadas.
Como funciona:
Utiliza técnicas de monitoramento contínuo (vibração, temperatura, análise de óleo, etc.) para identificar tendências e prever possíveis falhas.
Exemplos:
Monitoramento de vibração de alternadores para identificar problemas em rolamentos, análise de óleo para verificar a condição do motor, termografia para identificar pontos de superaquecimento.
Vantagens:
Redução de custos, aumento da vida útil dos equipamentos, planejamento da manutenção, melhoria da eficiência operacional.
Desvantagens:
Requer investimento em equipamentos e softwares de monitoramento, conhecimento técnico especializado para análise dos dados.
Inspeção visual: Pode ser feita a olho nu, ou com o auxílio de lupas, sondas ou câmeras, e tem como objetivo buscar falhas visíveis nos ativos, como rachaduras, corrosão e alterações na cor ou aspecto do equipamento;
Termografia: Apesar do nome sugestivo, esse método não depende da alteração de temperatura na superfície para ser aplicado. Na realidade, ele analisa alterações incomuns no interior do maquinário por meio da emissão de radiação infravermelha;
Análise de vibração: Permite diagnosticar problemas em equipamentos a partir da medição da taxa de vibração das partes móveis, sem necessidade de interrupção.
Manutenção preditiva sensitiva:
Na manutenção sensitiva, o técnico usa seus sentidos (visão, olfato, audição e tato) para identificar falhas de funcionamento. Isso significa prestar atenção a ruídos incomuns, odores estranhos, variação de temperatura e outros sinais de defeito.
Os resultados da manutenção preditiva sensitiva devem ser aliados a outros dados para obter um diagnóstico confiável.
Manutenção preditiva monitorada:
Diferente da manutenção sensitiva, a manutenção preditiva monitorada não exige a presença do técnico no local: ela é feita com sensores que monitoram o funcionamento da máquina e enviam esses dados para análise por relatório.